O Maior símbolo do feminino: a Mãe

*Por Lu Martinez

Sabiamente a natureza constrói os primeiros vínculos com a pessoa mais importante na vida do bebê: as mães.

Já pensaram que as primeiras emoções, trocas de carinho e sentidos (visão, tato, olfato, paladar e audição), são primeiramente compartilhados na nossa gestação?

Tudo começa ao saber que dentro de nós há uma vida, que sente, que cresce que tem um coração batendo forte!

O que quero dizer?

É que cada descoberta, cada novo “chute”cada enjôo, cada conversa com nossa “barriga”, é uma dádiva perfeita.

Momentos que se eternizam para vida toda! E é isso que este artigo tem a dizer.

Leio muitos textos e livros sobre a maternidade, a primeira infância, a pré adolescência e adolescência, afinal, trabalho diretamente com eles, mas sobretudo, amo muito tudo isso!

Um dia desses, lendo o livro “Propósito, a coragem de ser quem somos”, do psicólogo Sri Prem Baba, me deparo com um capítulo só sobre o universo feminino.

É realmente emocionante ter a afirmação do poder da mulher e mãe, em tantas “línguas”, filosofias e ciências.

Aqui, divido com você um trecho deste capítulo, página 88, que menciona como somos veículos emocionais para os nossos filhos, antes mesmo de nascerem.

“Dentro da esfera do feminino, a mãe é, sem dúvida, o maior símbolo. E a nossa conexão com o feminino através da mãe é algo realmente profundo: ela é o veículo por meio do qual chegamos nesse plano. Hoje em dia já existem comprovações científicas de que a criança recebe todos os impactos do ambiente enquanto ainda está na barriga da mãe. E não somente do que acontece no entorno, mas do que acontece no mundo psicoemocional da mãe, com todas as suas dúvidas, medos, alegrias e tristezas. Nós ficamos dentro da barriga da mãe por nove meses e com isso experimentamos o mundo pela primeira vez por meio dela. Começamos a receber as primeiras influências externas através do leite materno. Às vezes o leite chega com sabor de rejeição, impaciência e raiva; e às vezes o leite não chega. A partir daí, crenças começam a ser formadas, e o medo da escassez começa a se instalar no nosso sistema. […]

[…] O contrário também é verdadeiro: quando o leite é amoroso, ou seja, quando a criança recebe a informação de que está sendo bem alimentada, acolhida, recebida e cuidada, a confiança começa a ser instalada no seu sistema. Um núcleo de fé é instalado dentro de você e assim a sua autoconfiança dificilmente é abalada“.

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Independente da crença religiosa ou filosófica, o vínculo mamãe bebê é, de fato, real, poderoso e verdadeiro. O que sentimos, o que pensamos, o que falamos e expressamos serão divididos com nossos filhos, desde a sua concepção.

O quanto mais cedo reconhecermos essa responsabilidade, melhor emocionalmente e mais saudáveis eles serão.

Na verdade, somos mesmos muito poderosas e precisamos aprender a lidar com esse poder.

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* Escritora, apresentadora, mãe e diretora presidente do Projeto Meu Broto de Leitura, Lu Martinez é economista, com especialização em Marketing pela Escola Superior de Propaganda e Marketing, em Administração, pela Fundação Getúlio Vargas, e MBA, pela Fundação Instituto de Administração – USP.

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Texto entre aspas extraído do livro: “Propósito, a coragem de ser quem somos”, Sri Prem Baba; Sextante, 2016, página 88.